Nova Geração do Apple Vision Pro (M5)
Quase dois anos após seu lançamento original, a Apple apresentou a nova geração do Apple Vision Pro. Em um movimento que surpreendeu pela sutileza, a principal e quase única novidade do headset de computação espacial é a inclusão do mais recente chip da empresa, o M5. Este upgrade de processador, embora bem-vindo, acontece em um dispositivo que permanece visual e estruturalmente idêntico ao seu predecessor, levantando, assim, questões cruciais sobre o futuro da plataforma.
A chegada do chip M5 ao Apple Vision Pro, ao lado do iPad Pro e do MacBook Pro de 14 polegadas, sinaliza um avanço incremental no poder de processamento. No entanto, a Apple não abordou as queixas mais persistentes dos primeiros usuários — especificamente o peso excessivo e o desconforto prolongado. Em vez disso, a empresa concentrou seus esforços em um novo acessório, uma faixa de suporte redesenhada, que busca resolver a ergonomia sem alterar o design industrial da nova geração do Apple Vision Pro.
Esta atualização modesta, que mantém o preço original de US$ 3.500, força uma análise mais profunda. Seria este um simples “spec bump” para manter o produto atualizado, ou a Apple está, na verdade, sinalizando uma recalibração de suas ambições? Em um mercado onde a concorrência direta ainda é escassa, mas o progresso dos óculos inteligentes avança a passos largos, a estratégia da Apple para a nova geração do Apple Vision Pro pode estar em um ponto de inflexão.
Um Novo Chip, Uma Velha Carcaça: O Que Mudou na Nova Geração do Apple Vision Pro?
A mais recente atualização da Apple para sua linha de processadores, o Apple Silicon, trouxe ao mundo o chip M5 na sua configuração base. Seguindo a lógica de atualizações da empresa, qualquer dispositivo que utiliza o chip de entrada da série “M” tornou-se um candidato natural a receber o novo componente. Foi exatamente o que aconteceu com o iPad Pro, o MacBook Pro de 14 polegadas e, claro, a nova geração do Apple Vision Pro.
É importante notar que este é um lançamento parcial, pois a Apple ainda não apresentou as variantes mais potentes, como o M5 Pro ou o M5 Max. Isso explica por que a empresa ainda não atualizou dispositivos como o MacBook Pro de 16 polegadas, que dependem desses chips. Da mesma forma, o Mac Pro e o Mac Studio continuam a utilizar chips de gerações anteriores, aguardando futuras atualizações.
Para a nova geração do Apple Vision Pro, a transição foi do chip M2 diretamente para o M5. Esse salto de três gerações de silício é, sem dúvida, significativo, mas seu impacto prático está contido por um hardware que, em todos os outros aspectos, permaneceu intocado. A segunda geração do headset é um clone quase perfeito da primeira, mantendo um design que, embora futurista, carrega consigo os mesmos desafios ergonômicos.

As Especificações que Permanecem Inalteradas
Quando a Apple revelou o primeiro Vision Pro, as críticas sobre seu peso foram imediatas. Muitos esperavam que a nova geração do Apple Vision Pro trouxesse melhorias estruturais, como um chassi mais fino ou uma distribuição de peso otimizada. No entanto, a nova versão não apresenta nenhuma dessas mudanças.
A lista de componentes que não mudaram é extensa, destacando o quão focada no processador foi esta atualização:
- Design e Dimensões: O corpo de alumínio e a peça frontal de vidro são idênticos.
- Botões e Controles: A Digital Crown e os botões físicos permanecem nos mesmos locais.
- Sistema de Áudio: Os alto-falantes integrados nas hastes são os mesmos do modelo original.
- Displays Internos: As telas micro-OLED de altíssima resolução não sofreram alterações.
- Bateria: O pacote de bateria externo continua igual, conectado por um cabo.
- Sensores e Câmeras: O conjunto de 12 câmeras, sensores infravermelhos e o scanner LiDAR permanecem os mesmos.
- Chip R1: A Apple também não atualizou o coprocessador R1, dedicado a processar os dados dos sensores.
- Sistema Térmico: As ventoinhas e as aberturas para dissipação de calor são idênticas.
- Tela Externa (EyeSight): A tela externa que exibe a representação dos olhos do usuário continua a ser a mesma.
A ausência de mudanças físicas no corpo do dispositivo é uma decisão curiosa, especialmente considerando o feedback do mercado. Isso sugere que a Apple pode estar tratando o hardware principal como uma plataforma estável, focando, desse modo, as melhorias em software e componentes modulares.
A Solução para o Desconforto: A Nova Faixa Dual Knit Band
Se a estrutura da nova geração do Apple Vision Pro não mudou, onde a Apple investiu para resolver o problema do conforto? A resposta está inteiramente na nova faixa de suporte, a “Dual Knit Band”. Este acessório, que agora vem por padrão, parece ser o resultado de dois anos de pesquisa focados exclusivamente em ergonomia.
A faixa original, a “Solo Knit Band”, era esteticamente agradável, mas funcionalmente falha. Ao aplicar pressão apenas na parte de trás da cabeça, ela não conseguia suportar o peso de forma eficaz, fazendo com que o headset exercesse uma força dolorosa sobre o rosto após poucos minutos de uso.
A nova Dual Knit Band, por outro lado, adota uma abordagem de duas tiras. A engenharia aqui é mais refinada, pois a faixa distribui o peso de forma muito mais equilibrada. Um engenhoso seletor permite ajustar a tensão: girando-o, aperta-se a tira traseira; pressionando-o para fora e girando, aperta-se a tira superior.
Uma inovação surpreendente é a inclusão de contrapesos de tungstênio na parte traseira da faixa. Enquanto a faixa original tinha espaços vazios, a nova versão preenche esses espaços com metal, adicionando peso atrás para contrabalancear o headset na frente. Ironicamente, isso aumenta o peso total do produto, mas a experiência de uso é, de fato, mais confortável.
O resultado é uma solução que é, ao mesmo tempo, mais confortável e esteticamente alinhada com o design da Apple. Além disso, para os proprietários do modelo original, a boa notícia é que esta nova faixa pode ser adquirida separadamente por US$ 99.
O Impacto do M5 na Nova Geração do Apple Vision Pro: Uma Diferença Perceptível?
Com o hardware externo praticamente inalterado, a grande questão é: vale a pena o novo Apple Vision Pro? Todos os usuários, independentemente do modelo, se beneficiam das novidades do software VisionOS 2.6, como Personas mais realistas e a capacidade de transformar fotos 2D em cenas 3D.
O chip M5, portanto, oferece melhorias incrementais sobre essa base de software. As principais vantagens são três: carregamento de aplicativos mais rápido, maior capacidade de renderização e maior eficiência energética. O carregamento mais rápido é notável, especialmente em um ambiente imersivo onde não é possível simplesmente pegar o celular enquanto se espera.
Da mesma forma, tarefas computacionalmente intensivas, como a criação de cenas espaciais, são visivelmente mais rápidas. Para quem utiliza essa função com frequência, a diferença será apreciada. No entanto, a promessa de “10% mais pixels renderizados” é praticamente imperceptível no uso diário. Afinal, as câmeras e as telas internas são as mesmas.
A taxa de atualização máxima, que subiu para 120 Hz, proporciona uma suavidade ligeiramente maior, mas é uma melhoria sutil. O mesmo pode ser dito sobre a bateria, que agora dura 20% a mais. São pequenos ganhos que, somados, melhoram a qualidade de vida, mas não redefinem a nova geração do Apple Vision Pro.
O Contexto Competitivo da Nova Geração do Apple Vision Pro
A chegada da nova geração do Apple Vision Pro acontece em um momento interessante para o mercado de realidade mista (XR). Por um lado, a concorrência direta finalmente começou a aparecer. A Samsung, por exemplo, lançou seu próprio headset, o Samsung Project Muhan, que roda em uma nova plataforma, o Android XR.

O dispositivo da Samsung promete muitas funcionalidades equivalentes, representando o primeiro grande desafio da Apple neste segmento. A entrada de um concorrente de peso é, sem dúvida, crucial para validar o mercado. No entanto, fora a Samsung, há uma notável ausência de outras grandes empresas competindo no mesmo patamar.
Essa falta de competição pode ser interpretada de duas maneiras. Pode ser que o custo de desenvolvimento seja uma barreira de entrada proibitiva ou, talvez, as empresas percebam o mercado de headsets de US$ 3.500 como um nicho muito pequeno para justificar o investimento.
A Verdadeira Ameaça: A Rápida Ascensão dos Óculos Inteligentes
Enquanto o desenvolvimento de headsets de alta performance parece lento, outro segmento avança em um ritmo vertiginoso: os óculos inteligentes. Dispositivos como os Meta Ray-Ban Displays mostram um progresso muito mais rápido e, em muitos aspectos, são mais atraentes para um público maior do que a nova geração do Apple Vision Pro.
O Apple Vision Pro é um produto de primeira geração, e a própria Apple não sabia exatamente como as pessoas o usariam. Dois anos depois, os dados indicam que os principais casos de uso têm sido assistir a filmes e, infelizmente, acumular poeira. É um destino modesto para um dispositivo tão capaz.
Enquanto isso, os óculos inteligentes ganharam tração por carregarem uma “penalidade social” muito menor. Usá-los em público é menos estranho. Eles oferecem uma câmera, permitem ouvir música e interagir com uma IA, tudo em um formato discreto. A discussão sobre Apple Vision Pro vs. óculos inteligentes está, portanto, mais acesa do que nunca.
A Estratégia por Trás da Nova Geração do Apple Vision Pro
Esta atualização mínima da nova geração do Apple Vision Pro sugere que a Apple chegou a uma conclusão pragmática: este dispositivo não será um sucesso de massa em sua forma atual. A empresa não está desistindo da plataforma, mas parece estar ajustando suas expectativas de forma estratégica.
Relatos indicam que a Apple teria descartado os planos para uma versão mais acessível. Em vez disso, a empresa estaria redirecionando recursos para o desenvolvimento de seus próprios óculos inteligentes, em uma tentativa de entrar em um mercado que está claramente ganhando mais tração. Isso se alinha perfeitamente com o debate sobre o futuro da computação espacial da Apple.
Conclusão: O Futuro da Nova Geração do Apple Vision Pro e da Computação Espacial
Duas abordagens opostas travam a batalha pelo computador facial definitivo, um dispositivo que integre o digital e o real de forma transparente. De um lado, empresas como a Apple tentam construir headsets incrivelmente poderosos e, gradualmente, torná-los menores. Do outro, empresas como a Meta constroem óculos inteligentes e, pouco a pouco, adicionam mais funcionalidades a eles.
A recepção do mercado nos últimos dois anos sugere que a segunda abordagem tem muito mais tração no momento. Parece haver menos pessoas dispostas a passar um tempo significativo com um “computador na cara”, por mais impressionante que seja a tecnologia. A experiência de ver a realidade com informações digitais sobrepostas parece ser, por enquanto, mais desejável.
A nova geração do Apple Vision Pro, com seu chip M5, é um produto tecnicamente melhor. Sua maior importância, contudo, talvez não esteja no que ele é, mas no que ele representa: um reconhecimento de que o caminho para o futuro pode não ser um salto revolucionário, mas sim uma série de passos evolutivos. O tempo dirá qual abordagem prevalecerá, mas, por enquanto, a Apple parece estar jogando em ambos os campos.
Fontes de referência:
- Apple Vision Pro upgraded with the M5 chip and Dual Knit Band
- Vision Pro 2 is coming soon, with three new upgrades expected
- Vision Pro Future Uncertain as All Headset Development Is Seemingly Paused
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